Os melhores detetives da literatura – Trama

Os melhores detetives da literatura

Os melhores detetives da literatura

Neste ponto da história podemos concordar com uma coisa, o ser humano adora ser
desafiado. Criaturas pensantes, amam diferentes estímulos para manter o interesse e sanar sua curiosidade. No texto “Editorial” publicado aqui mesmo neste blog, o editor André Marinho disse tudo ao afirmar que “Nada é o que parece. E nada é por acaso”. Se juntarmos tudo isso com a leitura, temos então um prazer especial em acompanhar grandes detetives em suas várias aventuras. Com isso em mente, confira abaixo uma lista com alguns dos melhores detetives da literatura!

 

Sherlock Holmes

Esta lista não poderia começar diferente. Sherlock Holmes, personagem criado pelo médico e escritor Sir Arthur Conan Doyle em 1887, solucionou inúmeros casos misteriosos em quatro romances e 56 contos que estão atualmente disponíveis para nós leitores. O detetive consultor da Scotland Yard foi responsável por nos levar em aventuras dignas de um mestre da investigação, desafiando tudo e todos para solucionar casos que ninguém mais poderia.

Apesar de Sherlock ser considerado um dos detetives mais inteligentes da história,
ele não foi o único a nos intrigar durante a leitura. Professor Moriarty, considerado o grande arqui-inimigo de Sherlock, foi um gênio da matemática que se tornou um criminoso daqueles capazes de desafiar o grande detetive. Apesar de sua curta aparição na história criada por Doyle, pode-se dizer que Moriarty tem uma mente tão afiada quanto Sherlock e, mesmo sendo um criminoso, merece aparecer nesta lista. A interação dos dois nas histórias em que apareceram juntos é uma das mais famosas até hoje.

Holmes é um personagem extremamente complexo, o que inclui atitudes repentinas e alguns vícios, por isso entende-se a necessidade do autor em equilibrar as coisas incluindo Dr. John Watson na trama. Médico aposentado do exército, John foi amigo e confidente de Sherlock durante muitas das suas histórias e responsável, também, por relatar muitos dos casos a nós leitores. O último caso de Sherlock Holmes foi publicado em 1914 e com sua personalidade peculiar, seus conhecimentos científicos, sua ousadia e seu melhor amigo Dr. Watson temos aqui um dos maiores detetives da literatura, responsável até mesmo por muitas inovações no campo da criminalística. Elementar, meu caro Watson.

 

Hercule Poirot

Considerada uma das autoras mais bem sucedidas da história por números de livros
vendidos, Agatha Christie nos presenteou com um dos maiores detetives da literatura policial, Hercule Poirot. O detetive belga fez sua primeira aparição em O misterioso caso de Styles (1920), iniciando o que hoje podemos considerar uma carreira de sucesso, quarenta romances e, claro, muitos crimes resolvidos.

É normal para um leitor iniciante de Agatha Christie confundir o homem baixinho,
orgulhoso e com um belo bigode com alguém comum, mas basta algumas páginas para ficar claro que as células cinzentas de Poirot são excepcionais e que, mesmo com sua arrogância sem limites, o detetive é mais do que capaz de utilizar suas habilidades de dedução e investigação para entrar nesta humilde lista.

Conhecido por ser muito metódico e achar a inteligência humana algo nada original,
Poirot era bastante ridicularizado pela polícia. Mas, ao contrário de seus colegas, o detetive utiliza a psicologia para decifrar casos, guardando todos os detalhes descobertos até uma grande e dramática revelação final que nos deixa sempre muito curiosos e satisfeitos.

Protagonizou alguns dos maiores romances da autora e apareceu pela última vez no
livro Cai o pano (1975), quando Christie decidiu dar um fim ao personagem. Sua popularidade foi tão grande que, após a publicação do romance, Poirot foi honrado com um obituário na primeira página do The New York Times. Este último caso fecha a trama do detetive com uma despedida digna deste personagem tão querido.

 

Miss Marple

Continuando com a nossa grande escritora Agatha Christie, a próxima detetive dessa
lista é Miss Marple. Quebrando todos os padrões já impostos ao gênero de romance policial, a personagem de Miss Marple é apresentada como uma “velhinha solteirona e vitoriana” que ama jardinagem e grandes mistérios. Rivalizando com outros grandes detetives da ficção que faziam ou fizeram grande sucesso, essa mulher frágil e senil fez sua primeira aparição em 1930 e foi fundamental para a solução de 12 diferentes crimes na literatura.

Miss Marple é conhecida por utilizar de sua aparência, inteligência afiada e gosto por fofoca para se aproximar das pessoas e entender melhor a natureza humana e, consequentemente, as motivações que podem levar a um grande crime. É impossível não acrescentar este nome à lista, pois sua maneira de lidar com as situações em que é colocada é simplesmente incrível.

Entrando em conflito com outras figuras ilustres da ficção policial, como Sherlock
Holmes e, seu parceiro de autora, Hércule Poirot, por conta de seu gênero, falta de um título profissional e até mesmo sua forma de se apresentar à sociedade, essa senhorinha foi capaz de se manter ativa por 41 anos, tempo entre sua primeira e última aparição, apenas com alguns momentos para descanso entre as elaboradas tramas das quais foi decisiva à resolução de tudo.

 

Clarice Starling

Clarice pode até ser uma novata no FBI, mas seu lugar nesta lista foi conquistado à base de muita coragem. Chamada pelo chefe da Divisão de Ciência do Comportamento do FBI para ajudar em um grande caso, Clarice é desafiada a lidar com dois dos maiores psicopatas dos Estados Unidos. A jovem agente se arrisca ao interrogar o psiquiatra Hannibal Lecter, conhecido pela brutalidade de seus crimes, para tentar descobrir novas pistas no caso do novo serial killer “Buffalo Bill” que vem assassinando mulheres pelo país. Desde o início enxergamos a ousadia de Clarice ao tentar lidar com um psicopata mestre da psicologia e também sua força ao se envolver em uma trama muito perigosa.

O livro de Thomas Harris foi adaptado para o cinema incluindo grandes nomes e, apesar de muitas polêmicas, acabou vencendo as cinco categorias às quais foi indicado no Oscar. Um ranking feito pelo American Film Institute mostra Clarice Starling como a sexta melhor heroína de todos os tempos, enquanto seu “parceiro” Dr. Hannibal Lecter se classificou como o maior vilão de todos os tempos.

Apesar de seu maior sucesso ter sido nas telonas, Clarice Starling se mostrou uma profissional capaz de passar por inúmeras situações aterrorizantes, se tornando uma grande agente do FBI e até hoje é uma das responsáveis por atrair novos leitores a essa clássica história policial.

 

Dra. Kay Scarpetta

Talvez a Dra. Kay Scarpetta seja a detetive menos conhecida desta lista, mas tem todo o direito de estar aqui. Scarpetta é a protagonista de uma série policial ficcional que vem sendo publicada desde os anos 1990. A protagonista, uma médica legista de respeito, utiliza a tecnologia forense para ajudar seus amigos oficiais da lei a desvendarem crimes que antes pareciam impossíveis de resolver. Seu grande sucesso vem em parte por conta da própria autora, Patricia Cornwell, que escreveu o primeiro volume da série enquanto trabalhava com analista de sistemas no Escritório Médico Legista de Richmond, Virginia.

Sua grande inspiração para a criação de uma das detetives mais corajosas e inteligentes da ficção veio de uma mulher bem real, a Dra. Marcella Farinelli Fierro, ex-médica legista, chefe do mesmo escritório onde Cornwell trabalhava, que utilizava novas técnicas científicas em suas investigações, além de tecnologia de ponta na área forense. A inspiração, chefe, médica e patologista Fierro foi a nona mulher certificada em patologia forense pelo Conselho Americano de Patologia, e também a figura que foi indiretamente responsável por fazer de Cornwell uma das maiores escritoras de romances policiais atualmente. Uma bela inspiração, certo?

Não satisfeita em criar tramas viciantes, momentos de ação, tensão e muita ciência, Patricia Cornwell vendeu mais de 100 milhões de livros em todo o mundo, além de receber prêmios importantes como o Galaxy British Book Award na categoria de “romance policial do ano” em 2008, e o Sherlock Award de “melhor detetive criado por um autor americano” em 1999 com, claro, a querida Kay Scarpetta.

Se quiser seguir os exemplos dos detetives citados acima e se aprofundar em grandes
assassinos, confira o texto “Assassinos que inspiraram outros assassinos”, publicado aqui mesmo no blog!

Mas depois de revisitarmos alguns dos maiores detetives da literatura enfim
chegamos ao fim desta lista e a melhor parte é saber que ela não é finita. Por muitos anos tivemos o privilégio de ler casos e mais casos sendo resolvidos por figuras ilustres, mas finalizo este texto lembrando que muitos nomes ainda serão conhecidos, muitos crimes resolvidos e que, para nossa felicidade, muitas tramas ainda estão por vir.

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