[vc_row full_width=”stretch_row”][vc_column][vc_single_image image=”3773″ img_size=”full” alignment=”center” style=”vc_box_rounded”][/vc_column][/vc_row][vc_row full_width=”stretch_row” equal_height=”yes” content_placement=”middle”][vc_column][vc_custom_heading text=”Os cinco grandes julgamentos da história” font_container=”tag:h3|text_align:left” google_fonts=”font_family:Titillium%20Web%3A200%2C200italic%2C300%2C300italic%2Cregular%2Citalic%2C600%2C600italic%2C700%2C700italic%2C900|font_style:600%20bold%20regular%3A600%3Anormal”][/vc_column][/vc_row][vc_row full_width=”stretch_row”][vc_column][vc_column_text]De uma forma ou de outra, a nossa civilização foi moldada por decisões dos tribunais. Os julgamentos explicam a nossa história e conhecê-los nos permite compreender melhor nosso caminho.
Sócrates foi julgado em 399 a.C. Ele foi acusado de “desviar” a juventude. Sócrates disseminava ideias que incomodavam os poderosos de Atenas. Na sessão, adotou uma postura arrogante, desafiando os jurados. Acabou condenado a beber cicuta, um poderoso veneno. Pouco antes da execução, teve a oportunidade de fugir, mas preferiu cumprir a pena. Entendeu que a injustiça de seu julgamento e de sua pena reforçavam a sua causa.
Jesus, que pregava o amor, foi julgado duas vezes. Primeiro, pelo sinédrio, o tribunal judeu, onde foi acusado de blasfêmia. Mas os judeus não tinham, na Palestina, o poder de impor pena de morte. Em seguida, Jesus foi julgado pelos romanos. Seus seguidores haviam causado confusão, talvez fosse uma ameaça ao sistema. Num julgamento sumário, sem chance de defesa, foi, ao fim, crucificado.
Martinho Lutero, em 1517, denunciou os exageros da Igreja. Iniciou um movimento de protesto, mas, principalmente, de afirmação do livre arbítrio. Foi levado a julgamento em Worms, quando lhe foi oferecida a oportunidade de se arrepender de suas críticas. Lutero, corajosamente, preferiu manter-se firme aos seus propósitos e convicções. Foi obrigado a fugir e a viver escondido por anos. Plantou a semente do espírito crítico.
A Revolução Francesa se propunha a acabar com os privilégios de uma classe, de estabelecer uma sociedade mais justa, de alterar, por completo, o modelo de governo. O rei Luiz XVI foi preso e levado à julgamento. Não se julgava a pessoa, mas o que ele simbolizava. O monarca acabou na guilhotina – e o mesmo destino teve sua mulher. O julgamento marcou o fim de uma era.
Terminada a Segunda Grande Guerra, expostos os horrores do nazismo, seus principais responsáveis – ao menos os que sobreviveram – foram julgados por um tribunal internacional, instalado na cidade alemã de Nuremberg. A própria civilização estava em julgamento.
Os julgamentos injustos jamais acabam, não têm fim. Seguem ecoando em nossas consciências. Da mesma forma, julgamentos que espelham os anseios da civilização, que visam a reparar grandes males, são, a todo tempo, renovados.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]