Entrevista com Constance Sayers – Trama

Entrevista com Constance Sayers

Batemos um papo com a Constance Sayers, autora do livro Uma bruxa no tempo. Descubra de onde veio a inspiração por trás da história e muito mais!

1) De onde veio a inspiração para o livro?
Minha irmã comprou um quadro de William Bouguereau chamado The Broken Pitcher porque ela achou a menina na imagem parecida comigo quando eu era pequena. A pintura ficou pendurada na parede dela por anos, e um dia eu acabei pensando no conceito da história: E se fosse eu no retrato pintado há cem anos? Eu gosto da ideia do “e se” e desses tipos de narrativa, e o livro simplesmente ganhou vida depois disso.

2) Você pesquisou rituais de bruxaria, satanismo e paganismo enquanto escrevia o livro?
Além de uma grande parte de pesquisa histórica, eu li todos os livros sobre bruxaria e demonologia que consegui achar. Minhas sugestões na Amazon ficaram meio loucas depois que comprei vários livros sobre a história da bruxaria, magia e ervas.

3) E de onde veio a ideia da personagem principal ser uma bruxa?
Eu sabia desde o começo que estava escrevendo um livro de fantasia, então sempre planejei dar alguns poderes mágicos para a minha protagonista. Ao escrever a personagem Juliet, eu queria chamar a atenção para sua situação (grávida de um homem casado) em uma época em que apenas ser uma bruxa ou uma criatura mágica poderia resolver o problema. Esse twist começou essa incrível jornada que ela vive ao longo do livro.

4) Por que você escolheu ambientar a história nessas décadas (1800, 1930, 1970 e 2012)?
A premissa original do romance era escrever uma confissão no leito de morte de uma mulher relembrando suas muitas vidas. Enquanto eu estava em um dos meus grupos de escritores, incluí a confissão e um trecho da história da Nora nos anos 1930 e pedi para uma pessoa ler. O leitor curtiu muito a ideia de vários períodos de tempo (mas não a parte da confissão), então eu comecei a escrever o livro dessa maneira.

Eu fiquei um pouco intimidada ao começar a escrever ficção histórica. Nessa mesma época, descobri o livro Queen of the Night, de Alexander Chee. O livro se tornou tão querido para mim por causa do belo mundo que Chee criou em seu romance que acabou virando uma inspiração. Eu sabia que meu livro começaria na França, por volta da época da virada do século, então mergulhei em todos os livros sobre a Belle Époque que consegui achar. Quando li os primeiros rascunhos, fiquei surpresa com a forma como eles pareciam autênticos para mim.

Além disso, eu estava querendo escrever algo sobre Hollywood nos anos 1930. Sou uma grande fã de William Powell, Carole Lombard e Jean Harlow, então essa foi a história seguinte a surgir. Os anos 1970 fazem parte das minhas primeiras memórias, então eu sinto muita nostalgia e queria tentar capturar o sentimento da minha década de 1970. Eu moro em Washington, D.C., então usei muitos detalhes que conheço para criar a história de Helen; nós temos o mesmo emprego e eu morei em muitos dos bairros que aparecem no livro.

5) Se você pudesse fazer uma playlist com a vibe do livro, que músicas, filmes ou seriados você usaria?
Música é um elo fundamental entre as mulheres. Juliet é pianista e passa esse talento para Nora, que vira compositora. E, por fim, Sandra faz um disco com todas as músicas que ela escuta na própria cabeça (as composições da Nora). Eu não tinha noção do quanto a música sempre faz parte das minhas histórias. Inclusive, eu criei uma playlist no Spotify com vinte músicas, incluindo muitas das composições de piano de Erik Satie e algumas ótimas músicas dos anos 1970.

6) O que os leitores brasileiros podem esperar desse livro?
Eu acho que é uma história de amor clássica contada ao longo de um século. Eu queria trabalhar com a ideia de uma personagem que testemunhou grandes partes da história mundial.

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