Assassinos que se Inspiraram em Outros Assassinos – Trama

Assassinos que se Inspiraram em Outros Assassinos

Assassinos que se Inspiraram em Outros Assassinos

O famoso escritor irlandês Oscar Wilde disse certa vez que “A vida imita a arte
muito mais do que a arte imita a vida”. Já o curitibano Paulo Leminski disse que “A vida não imita a arte. Imita um programa ruim de televisão”.

Quem estaria correto nessa história, deixo com vocês, mas o que é de conhecimento público é que diversos assassinos inspiraram filmes e livros de sucesso, mas o contrário também ocorreu. Muitos assassinos reais copiaram técnicas ou se motivaram para os ataques através da ficção.

Dentre as histórias mais conhecidas que se misturam com a realidade estão O
Massacre da Serra Elétrica, Pânico, Horror em Amityville, Psicose e a série Dexter.

Mas há casos de assassinos que se tornaram ídolos – sim – ao ponto de
inspirarem outros assassinos. Segue a thread:

Massacare de Columbine

Um dos mais famosos atentados escolares que se tem conhecimento é o que
ocorreu em 20 de abril de 1999 na Columbine High School. Dois estudantes invadiram a escola em que estudavam com armas de alto calibre e bombas caseiras. Dispararam contra dezenas de pessoas durante quase 1 hora fazendo 34 vítimas, sendo 13 mortos. Após serem cercados pela polícia, efetuaram disparos contra os policiais e paramédicos, enfiaram as armas na boca e se mataram.

Durante as investigações, foram encontrados diários que apontam um
planejamento detalhado ao longo de meses, que incluíram bombas, que falharam dentro da escola, mas também bombas que explodiram em um posto de bombeiros para causar alvoroço. O plano era acionar explosivos na cantina, fazendo com que todos corressem para fora, onde eles estariam aguardando para matar quem fugisse. Tudo foi orquestrado para ferir ou matar todos os 488 estudantes que estavam no local.

Além de todo o meticuloso planejamento, os investigadores encontraram no
diário a fonte de inspiração para o massacre: o Atentado de Oklahoma. Quatro anos antes, um militar condecorado pela Guerra do Golfo e membro da extrema-direita explodiu um caminhão com duas toneladas de explosivos em frente a um prédio do governo federal americano. O ataque culminou em 168 mortos e 500 feridos. A explosão pôde ser vista a 50km de distância do epicentro. A dupla de assassinos de Columbine pretendiam fazer algo nas mesmas proporções.

Goiânia, Columbine e Realengo

Em 2017, um adolescente de 13 anos abriu fogo contra colegas de classe em
uma escola particular de Goiânia. Segundo relatos, o jovem sofria bullying por parte de outros estudantes e disparou quando lhe ofereceram um desodorante, dizendo que ele estava com mau cheiro.

Filho de policiais, o menor já chegou à escola portando uma pistola que era de
sua mãe. O atentado resultou em dois adolescentes mortos e outros 3 feridos. Em depoimento à Polícia Civil, ele disse que a intenção era matar somente o autor do bullying, mas no momento sentiu vontade de continuar disparando contra outras pessoas. Durante o interrogatório, informou ao delegado que sua motivação foram os massacres de Columbine e Realengo.

O massacre de Realengo ocorreu em abril de 2011 na Escola Tasso da Silveira, quando um ex-aluno disparou contra crianças, culminando na morte de 12 vítimas. E só não feriu outras porque foi abatido por policiais e cometeu suicídio para não ser preso.

Massacre de Suzano

Outro episódio que teve Columbine como fonte de inspiração foi o Massacre de
Suzano, ocorrido em março de 2019, quando dois estudantes entraram na Escola Estadual Raul Brasil armados com um revólver, uma machadinha, coquetéis molotov, bombas falsas e uma besta com dardos. Eles causaram a morte de 10 pessoas.

Os adolescentes planejaram tudo no fórum Dogolachan, da DeepWeb, impossível de ser rastreado. Ambos se tornaram fãs da história de Columbine em 2015, quando tiveram conhecimento do massacre na escola americana.

Os dois só não fizeram mais vítimas porque tiveram em seu caminho uma aluna praticante de artes marciais, que se defendeu, uma bala que falhou no disparo e uma professora que, em um ato heroico, segurou a porta de uma sala de aula, impedindo que os atiradores entrassem.

Atirador de Munique

Em julho de 2016, um estudante alemão-iraniano de 18 anos abriu fogo em uma região movimentada da cidade de Munique causando 9 mortos e 27 feridos. O atirador usou uma conta falsa com nome feminino no Facebook para atrair vítimas até uma loja do McDonalds, onde efetuaria os disparos. A polícia informou que ele era “obcecado por tiroteios em massa”. Relatos apontam corpos caídos pelo bairro e o atirador acertando seus alvos do alto de um prédio e gritando “Sou alemão!”. Entre as vítimas estavam cidadãos da Turquia e Grécia.

A inspiração para o atentado foi massacre ocorrido 5 anos antes na Noruega por Andres Breivik. O atirador, após explodir uma bomba em Oslo, se infiltrou em um acampamento de colônia de férias para a juventude do Partido Trabalhista, que ocorria em uma ilha norueguesa. O ataque resultou em uma verdadeira caçada humana, acarretando a morte de 77 adolescentes. “Serei visto como o maior monstro nazista desde a Segunda Guerra Mundial”, escreveu Breivik em um manifesto de 1.500 páginas onde proferia insultos racistas, homofóbicos, islamofóbico, antifeministas e antimarxistas. O documento foi publicado na internet por ele mesmo pouco antes do atentado.

O ‘Serial Killer’ que Não Matou Ninguém

Este último parece ficção, mas não é. Entre 1990 e 2000 um homem sueco ficou muito famoso por ter confessado ser o responsável por 39 assassinatos, que incluíam muita violência, estupros e até canibalismo.

O que choca neste caso é que Thomas Quick, o suposto assassino confesso não havia matado ninguém. Dois jornalistas investigativos foram atrás de sua história e descobriram que Thomas era viciado em drogas, assaltou um banco vestido de Papai Noel para comprar entorpecentes e acabou preso.

Após sair da cadeia, se internou voluntariamente em um hospital psiquiátrico de segurança máxima. Quick queria entender a si mesmo e a sua homossexualidade reprimida ao longo da vida. A responsável pelo local era uma importante psicanalista sueca, que estudava a mente de criminosos: Margit Norell. Sua equipe quis conhecer a história de Quick, mas ele não tinha nada de interessante para contar, porém davam a ele drogas calmantes.

Quick queria continuar a terapia para continuar recebendo as drogas e como era um leitor voraz, lia todos os jornais, sabia de todos os casos de assassinatos não resolvidos na Suécia. Logo, começou a mentir para continuar na clínica, assumiu a autoria de 39 crimes e acabou conquistando a curiosidade da equipe médica, que comunicou à polícia.

Quick acabou condenado, sem provas além de seus relatos, por 8 assassinatos.
Só em 2013 toda a história foi desfeita e ele foi solto. Hoje vive em um endereço secreto.

Mais comum do que parece

Casos como Columbine, Realengo e atentados antissemitas são mais inspiradores do que se imagina. Há casos em que túmulos de assassinos recebem fãs e até condecorações. O desafio para autoridades é mapear possíveis novos casos para que eles não se repitam.

Comments
  1. Paulo

    Nesse nosso mundo em que algumas pessoas externalisam seus pensamentos através de comportamentos criminosos pelos mais variados motivos, constata-se, através deste texto, aliás, muito bem articulado e provavelmente fruto de uma pesquisa muito bem feita, o quanto é complexo os meandros da mente humana para, neste contexto, elaborar planejar e executar planos tão minuciosos com requintes de tamanha crueldade, dando, de uma certa forma, respaldo, reconhecimento e razão ao crime original que lhes deram inspiração. Com certeza são casos que merecem e são estudados com o intuito de entender e prevenir novos casos.

  2. Julia queiroga

    Caramba! Estou passada! Tantos atentados. Tantas vidas perdidas.
    É o que dizia o profeta “gentileza gera gentileza” , se aplicando aqui como “violência gera violência”.
    Infelizmente .
    Parabéns pelo texto!

  3. Érika Ferreira de Sousa Oliveira

    Amei a matéria,

  4. Anne Karoline Nunes

    Confesso que fico com a opinião do Paulo Leminski, hoje em dia a televisão ensina tudo que presta e o que não presta.

  5. Alfas Literárias

    Ótimo texto, fiquei chocada como a vida imita a arte e vice e versa. Tanto livros, como filmes que envolvem crimes hediondos que no final dizem que são baseados em fatos reais eu fico em Pânico.

  6. Mabi

    O melhor é o serial killer fajuto! 🤣🤣🤣

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